Isopor = Poliestireno como Descarte de Lixo

O isopor, ou poliestireno, muitas vezes é utilizado em embalagens de produtos de alimentação, como pizzas, peito de frango, queijo e goiabada enlatada. Além disso, ainda são usados na composição de descartáveis, como copos e pratos. Porém, diagnósticos da Agência de Proteção Ambiental (APA) demonstram que este material foi introduzido, de forma totalmente inadequada, gerando um problema.

Alguns países estão tomando medidas contra a utilização do isopor na embalagem de alimentos. Nova York, por exemplo, resolveu banir de vez o uso do componente após a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos publicar laudos técnicos sobre os males que o isopor pode causar aos seres vivos. Uma vez que o isopor contamina os alimentos com substâncias tóxicas e este produto muitas vezes é descartado com descuido, muito petróleo, composto do isopor, acaba indo para o lixo também. Por isso, de agora em diante todos os recipientes devem ser recicláveis e não ter substâncias tóxicas que contaminem os alimentos.

De acordo com análise realizada pela Universidade de Campinas (Unicamp), estima-se que o isopor leve cerca de 150 anos para se degradar totalmente. Ao chegar ao meio ambiente, com o passar do tempo o plástico se quebra e dá origem ao microplástico. Este, por sua vez, possui a capacidade de absorver compostos químicos tóxicos, entre eles metais pesados como mercúrio e chumbo, principalmente quando presentes em rios, lagos, oceanos e solos. Muitos animais aquáticos como peixes, tartarugas, baleias e golfinhos confundem esse microplástico e pequenos pedaços de isopor com organismos marinhos, e acabam se alimentando deles. O resultado disso é a intoxicação não apenas destes animais, mas também de toda a cadeia alimentar das quais eles participam, incluídos aí os seres humanos. Todo tipo de degradação  no ciclo natural afetará o homem cedo ou tarde, ocasionando efeitos nocivas para todos os seres vivos e o próprio meio ambiente.

Segundo relata estudo realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), anualmente são consumidos cerca de 2,5 milhões de toneladas de isopor em todo o mundo. No Brasil, o consumo é de 36,6 mil toneladas, cerca de 1,5% do total. Por isso, é necessário que toda a sociedade deve se eduque e consiga atingir a reciclagem total deste produto.