Projeto de combate à Dengue

As epidemias de dengue que tomaram conta do Brasil desde 1986 tornaram o mosquito Aedes Aegypti conhecido em todo o país. Até mesmo os mais leigos no assunto conseguem reconhecê-lo. Sua história por aqui, entretanto, é bem mais antiga. A mesma espécie que transmite a dengue é também responsável pela transmissão da febre amarela, doença hoje controlada no meio urbano, mas que fez incontáveis mortes até as primeiras décadas do século XX.

Características do transmissor de doenças

O mosquito Aedes Aegypti mede menos de um centímetro, é preto e tem listras brancas no corpo e nas pernas. De aparência inofensiva, sua picada não dói e nem coça. O adulto vive em média 45 dias e costuma picar nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde. Estudos da Fiocruz comprovaram que a fêmea voa até mil metros de distancia de seus ovos (Brasil, 2006). O mosquito tem características principalmente urbanas, habitando geralmente dentro das casas, e alimenta-se de seivas das plantas. Porém, as fêmeas desta espécie são hematófagas, ou seja, alimentam-se de sangue também. Isto faz com que ao ingerir o sangue do hospedeiro infectado, elas consumam junto o microrganismo que produz a doença, além de depositar no ser vivo picado entre 150 a 200 ovos.

O período larvário, fase de alimentação e crescimento, não ultrapassa cinco dias. Para ser realizada em ótimas condições, depende da temperatura, densidade das larvas no criatório e disponibilidade de alimentos. A larva é dividida em tórax, cabeça e abdômen. Quando em baixa temperatura e falta de alimentos, esta fase pode se prolongar por semanas, até se tornarem pupas. A pupa é uma fase sem alimentos e, além disso, é a fase onde ocorre a transformação para o estágio adulto (Costa, 2001).

Para passar da fase do embrião até a fase adulta (ovo, larva e pupa), o Aedes Aegypti demora em média dez dias. Os mosquitos acasalam no primeiro ou no segundo dia após se tornarem adultos; depois deste acasalamento, surgem as proteínas necessárias para o desenvolvimento dos ovos. Costa (2001), afirma que, 24 horas depois delas emergirem, o mosquito pode acasalar, tanto a fêmea quanto o macho. O período de transmissão da dengue ocorre em dois ciclos: primeiro no ciclo intrínseco no homem, e depois no extrínseco no vetor. No homem, este período começa um dia antes do aparecimento dos primeiros sintomas e vai até o sexto dia da doença. Este é o período de viremia, ou seja, o vírus está presente no sangue e no mosquito, que, depois de infectado, transmitirá para a doença para o homem no período de 6 a 8 semanas.

Como combater os focos?

Educação Ambiental: solucionando as causas dos transmissores da dengue.

Segundo Martins e Castiñeiras (2002), o Aedes Aegypti prolifera-se em qualquer local com água limpa ou parada. Apesar disso, alguns estudos apontam focos do mosquito em água suja também. Em um terreno baldio, colheu-se um vasilhame de plástico, que tinha no seu interior centenas de ovos Aedes Aegypti com água turva e fedor fétido, além de aspecto poluído. Nessa porção de água encontraram-se centenas de larvas, em todos os estágios. No laboratório, os ovos foram transferidos para tubos de polietileno, com água proveniente do campo,  e foi feito igual procedimento com água do sistema de abastecimento. Em ambos os casos houve desenvolvimento completo do Aedes Aegypti. (Silva, 1999; Mata, 2005).

O mosquito vive em habitat urbano, onde há a presença de seres humanos, pois precisa de sangue para se alimentar. Além disso, ele é bem pequeno e procria em água parada, limpa ou não; neste ambiente, as larvas conseguem sobreviver facilmente, dando origem ao mosquito. Quando adulto, ao picar o ser humano ele acaba transmitindo a doença, que já matou milhares de pessoas no Brasil e em diversos países do continente africano. A falta de educomunicação faz com que milhões de locais sejam afetados como estes.

No Brasil e na África é necessário diminuir o risco das pessoas se infectarem com o mosquito da dengue, pois milhares de pessoas já morreram. As pessoas têm o discernimento de que a palavra lixo é totalmente insignificante, que se refere a algo que não tem mais utilidade. Sendo assim, estes indivíduos ateiam lixo para onde aponta o nariz. Portanto, elas precisam de educação ambiental para saber tudo sobre o ciclo de vida de um determinado material, para não jogá-lo de qualquer maneira, afinal o lixo jogado pode se tornar um criadouro de larvas.Este é mais um motivo pelo qual este projeto que se segue,  pois ajudará a acabar com criadouros de larvas em pelo menos 40%. Todos sabem que quando jogado de qualquer maneira ou em lugares impróprios,o lixo pode conter água acumulada, colaborando para este índice elevadíssimo de morte por causa da dengue.

Segundo dados do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes Aegypti (LIRAA), o centro-oeste do país concentra 43,8% dos criadouros do mosquito transmissor da dengue. Já na região norte, esse número chega a 52,4%, enquanto no sul é de 50,1%. No sudeste, os depósitos domiciliares, como calhas, pratos de vasos de planta e etc., representam 55,7% dos criadouros do mosquito transmissor da dengue. O nordeste, por sua vez, concentra na água armazenada 75,3% dos criadouros. Em vista disso, o fator mais agravante são os  descartes diários de recicláveis, que deveriam seguir uma rota segura, ao invés de serem descartados como se fosse lixo, pois já que essas medidas ajudariam a evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti.

A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 50 e 100 milhões de pessoas são infectadas por ano, em mais de 100 países. Todos os continentes sofrem com  o problema, com exceção da Europa. Cerca de 550 mil doentes precisam de hospitalização e 20 mil morrem em decorrência da dengue (Brasil, 2008).

A reciclagem e a diminuição de larvas:

O projeto apresentado visa colaborar com a diminuição de criadouros do mosquito e ajudar a extinguir este vetor que pode trazer a morte ao ser humano. Este projeto visa a reciclagem, que  significa o meio para o qual destinamos o que não queremos mais (lixo/resíduos). Estes materiais, sendo totalmente separados, serão capazes de diminuir drasticamente os criadouros de larvas.

Acreditamos que  deve existir uma educomunicação; por isso, este projeto se propõe como uma reeducação, já que em todos os materiais analisados não foi encontrado uma educomunicação eficiente, de forma que a pessoa realmente se reeduque e inicie a higienização, separação e disposição correta.